Material foi encaminhado para análise do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, em Arraial do Cabo, e a Marinha ainda não divulgou o resultado da análise do material.

Óleo que apareceu em Cabo Frio, RJ, ainda é analisado pela Marinha A Defesa Civil de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, divulgou que o óleo encontrado na quinta-feira (28) nas praias das Conchas e do Peró não é o mesmo que atingiu a costa do Nordeste, do Espírito Santo e de duas praias do Norte Fluminense. "Chegou a informação para nós hoje que não é o mesmo óleo que poluiu as praias nordestinas, então talvez sejam fragmentos do vazamento de abril ou um outro fragmento qualquer que não é o caso do nordestino, que é o nosso grande temor né", disse Márcio Soren, superintendente da Defesa Cvil de Cabo Frio, em entrevista ao RJ2. Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema Segundo a Prefeitura, o material foi entregue à Capitania dos Portos e encaminhado para análise do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em Arraial do Cabo, órgão da Marinha. A Marinha ainda não divulgou o resultado da análise do material. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Cabo Frio, os fragmentos podem ser resíduos de um vazamento de óleo que ocorreu em abril que se desprenderam das pedras devido à ressaca. A Prefeitura informou que está tomando todas as providências necessárias e está de prontidão para que as praias não sofram danos causados pela contaminação por óleo bruto. O monitoramento é feito diariamente por agentes da Secretaria de Meio Ambiente, Guarda Marítima e Ambiental e Comsercaf. Óleo no litoral do RJ O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), confirmou a presença do óleo que atingiu o Nordeste em duas praias do Rio: Grussaí, em São João da Barra, e Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana, ambas no Norte Fluminense. Foram encontrados aproximadamente 300 gramas do material em Grussaí e 20 gramas em Santa Clara. Segundo o GAA, as praias já estão limpas e equipes fazem o monitoramento.

Ainda de acordo com o grupo, até o momento, não foram encontrados novos vestígios de óleo no estado do Rio. Mais de 700 localidades atingidas As primeiras manchas de óleo foram localizadas na Paraíba em 30 de agosto.

Desde então, o óleo já foi visto em mais de 700 localidades.

Entre os municípios do litoral nordestino, principal região do Brasil atingida, 72% dos municípios tiveram praias afetadas. Durante mais de um mês, o óleo ficou concentrado em praias de oito estados: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Lista de praias atingidas pelas manchas de óleo no litoral Um marco na cronologia da crise ocorreu em 3 de outubro, quando o óleo chegou ao litoral da Bahia.

Depois disso, no começo de novembro, no dia 8, a Marinha apontou que fragmentos chegaram ao Espírito Santo.

Em quase três meses de desastre, os dados mostraram que a cada 10 locais atingidos, 3 voltaram a apresentar manchas de óleo após limpeza no Nordeste.

Nas semanas recentes, o ritmo da reincidência diminuiu e aumentou o número de localidades afetadas por fragmentos classificados como "esparsos" pela força-tarefa. Oito dos 11 estados afetados pela manchas de óleo que contaminam o litoral brasileiro desde agosto estão destinando os resíduos para aterros sanitários ou fábricas de cimento que reaproveitam o material. Investigação federal O governo federal não concluiu as investigações sobre a origem do óleo.

As investigações já apontaram que a substância é a mesma em todos os locais afetados: petróleo cru.

Uma investigação da Polícia Federal no Rio Grande do Norte chegou a apontar que o navio grego Bouboulina como o principal suspeito pelo vazamento.

A Marinha disse que a embarcação é uma entre as 30 suspeitas. A empresa Delta Tankers, responsável pelo navio, afirma ter provas de que o Bouboulina não tem relação com o incidente.

A Delta foi notificada pela Marinha brasileira junto com responsáveis por outras quatro embarcações de bandeira grega. Veja outras notícias da região no G1 Região dos Lagos. Initial plugin text