O presidente Jair Bolsonaro oficializou a indicação do general Walter Souza Braga Netto para a Casa Civil com o objetivo de colocar “ordem na casa” e fazer o governo andar.

A avaliação de Bolsonaro é que a Casa Civil sob comando de Onyx Lorenzoni não estava conseguindo melhorar a gestão do governo e estava se envolvendo demais em questões políticas.

Agora, a Casa Civil deve ser reforçada no seu papel de gerente da administração Bolsonaro. Com a escolha de Braga Neto, os gabinetes de ministros no Palácio do Planalto passam a ser dominados por militares. Além de Braga Netto na Casa Civil, dois outros generais estão à frente de ministérios com sede no Planalto: Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Além deles, a Secretaria Geral da Presidência da República é comandada por outro militar, Jorge Oliveira, major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal. A assessores próximos, o presidente da República disse que queria na Casa Civil um nome técnico, com autoridade e capacidade de cobrança para fazer seu governo andar em áreas nas quais hoje patina, principalmente a social.

Bolsonaro ficou irritado neste início de ano com as seguidas falhas do governo na prestação de serviços à população, como na concessão de benefícios da Previdência Social. Com Braga Netto na Casa Civil, Bolsonaro transferiu Onyx Lorenzoni para o Ministério da Cidadania.

A interlocutores, o presidente disse ter uma dívida com o agora ex-ministro da Casa Civil porque ele foi um dos primeiros a acreditar na sua candidatura e trabalhou pela sua eleição.

Por isso, entregou a Onyx, no Ministério da Cidadania, o papel importante de reformular programas sociais, como o Bolsa Família e o Creche Feliz.