Câmara reintegrou Santiago, que estava afastado por ordem do STF.

Mesmo assim, ele deve responder a processo no Conselho de Ética.

Mas corregedor diz que não consegue notificá-lo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (13) que, se até a próxima terça (18), o deputado Wilson Santiago (PTB-PB) não tiver sido notificado, o procedimento disciplinar ao qual responderá terá andamento mesmo sem notificação. No último dia 5, o plenário da Câmara derrubou decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia determinado o afastamento definitivo de Santiago do mandato.

O deputado estava afastado desde dezembro, depois de ter sido denunciado pela Procuradoria Geral da República por corrupção passiva e organização criminosa em razão de suposto desvio de recursos destinados à construção de uma adutora no sertão da Paraíba.

Ele nega a acusação. A decisão da Câmara permitiu a reintegração de Santiago, mas, mesmo assim, o parecer do relator Marcelo Ramos (PL-AM), aprovado pelo plenário, recomendou que o deputado responda a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara.

Para encaminhar o caso ao Conselho de Ética, a mesa diretora da Câmara necessita de um parecer da corregedoria da Casa. A Câmara tem enfrentado dificuldades para notificar Santiago.

“Se ele não estiver notificado até terça-feira, a Mesa vai encaminhar de qualquer forma”, afirmou Rodrigo Maia. Segundo o corregedor, deputado Paulo Bengston (PTB-PA), até esta quinta-feira, o parlamentar ainda não tinha sido localizado. “Vamos fazer mais duas tentativas.

Uma na segunda e outra na terça.

Se não for possível encontrar o parlamentar, vamos notificá-lo pelo 'Diário Oficial'", disse o corregedor. Santiago tem se ausentado da Câmara para fazer exames médicos.

E avalia, segundo interlocutores, entrar com pedido de licença médica, o que atrasaria o andamento do processo. A notificação é um passo necessário para que se abra o prazo de cinco dias úteis para o parlamentar apresentar defesa oral ou escrita à Corregedoria sobre o parecer que solicita a análise da medida cautelar que o afastou do mandato em dezembro.

A cautelar foi determinada pelo minIstro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, mas foi rejeitada pelo plenário da Câmara na semana passada O Ministério Publico Federal acusou Wilson Santiago de corrupção passiva e organização criminosa por desvio de dinheiro da construção de uma adutora no sertão paraibano. O presidente da Cãmara, Rodrigo Maia, do DEM, disse que o procedimento contra Wilson Santiago vai caminhar: A mesa diretora precisa do parecer da Corregedoria para enviar o caso ao Conselho de Eticaz