Doação ocorreu nesta segunda (13), mesmo dia em que o gato Chico morreu vítima das abelhas.

Insetos atacaram moradores e animais do Conjunto Rui Lino, em Rio Branco, no sábado (11).

Bombeiros doaram um gatinho para a família do Chico, que morreu nesta segunda Divulgação/Corpo de Bombeiros do Acre O gato de estimação picado por abelhas durante um ataque dos insetos no sábado (11), na Rua Marte, Conjunto Rui Lino, em Rio Branco, não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta segunda (13).

Comovidos com a situação das crianças donas do animal, que também foram atacada, os bombeiros que atenderam a ocorrência adotaram um gatinho e doaram à família, na tarde desta segunda.

O ataque aconteceu quando um trator limpava a rua e acabou esbarrando em um enxame.

Irritadas, as abelhas se espalharam rapidamente, atacando adultos, crianças e até animais.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros do Acre foi acionada e isolou a área.

O gato da família da comerciante e moradora da rua, Fabiane Resende, Chico, foi um dos mais feridos no ataque.

Ele foi picado várias vezes, levado para o veterinário, mas não resistiu.

O animal era o ‘xodó’ da Gabriela Amanda, de 6 anos, Bruna Carla, 8 anos, e Danilo Henrique, de 11 anos.

Ao G1, a mãe falou que as crianças também foram picadas pelas abelhas, passaram o domingo com febre e preocupadas com o Chico.

“Era um bebê, comia mingau e dormia na cama delas.

Temos outro gato, mas esse é mais velho.

O bombeiro falou que ele estava vivo, todo mundo orou para ele melhorar e voltar logo.

Ficavam perguntando quando que voltaria, falei que na segunda.

Mas, hoje ligaram falando que ele tinha morrido”, revelou Fabiane.

Chico, como foi batizado o gatinho doado, ganhou o nome do antigo animal da família Divulgação/Corpo de Bombeiros do Acre Doação As crianças ouviram a mãe falando com o bombeiro e perceberam que Chico tinha morrido.

Fabiane disse que todos ficaram muito abalados com a situação.

Foi quando, horas depois, Fabiane recebeu outra ligação com uma notícia que iria melhorar o dia “Ligaram dizendo que tinham conseguido um.

Falei que tinha que ser preto.

Mostrei as fotos para eles [filhos] e se apaixonaram na hora.

Disseram que vai se chamar Chico também, já colocaram até a coleira dele, levaram para a casa e fizeram mingau.

Estão no xodó, não querem nem saber de mim”, destacou.

Apoio A tenente do Corpo de Bombeiros, Dayanne Andrade, estava na equipe que entregou o novo Chico para a família da comerciante.

Ela contou que os bombeiros ficaram muito comovidos com a situação das crianças e resolveram adotar um filhote em uma ONG.

“Os militares deram de presente para a família um novo gatinho, que embora não possa substituir o animal anterior trouxe alegria ao coração dos pequenos.

A corporação carece de apoio de veterinários que auxiliem nesse tipo de ocorrência e pede que os profissionais que possam dar apoio em resgate de animais domésticos ou selvagens que entrem em contato através do 193”, frisou.

A tenente acrescentou que os animais silvestres resgatados que precisam de atendimento médicos são levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), mas os domésticos, como o caso do Chico, não têm um lugar para ficar ou atendimento.

Por isso, os bombeiros que custeiam os atendimentos.

“Resgatamos muitos animais feridos.

Os animais silvestres são atendidos pelo Cetas, mas os domésticos como gatos e cachorros não têm para onde serem levados.

Fazemos um apelo para os veterinários.

O doutor Marcos Feltrin, que nos atendeu prontamente nessa ocorrência, prestou todos os cuidados ao animal intoxicado”, concluiu.